Médico condenado por morte de criança que teve órgãos retirados enquanto estava viva é preso

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Médico condenado por morte de criança que teve órgãos retirados enquanto estava viva é preso
D.R.

O julgamento aconteceu em 2022 e Álvaro Ianhez foi condenado a 21 anos e oito meses de prisão pelo homicídio

O último médico condenado pela morte de Paulo Pavesi, uma criança que teve os órgãos retirados enquanto estava viva há 23 anos, foi preso. Álvaro Ianhez, de 76 anos, foi preso em casa em Jundiaí, interior paulista. Acompanhe a reportagem!

Paulinho, na época com 10 anos, caiu de uma altura de quase 10 metros. Ele deu entrada no hospital com traumatismo craniano e ferimentos no rosto. Ao saber do estado crítico do filho, o pai afirmou que doaria os órgãos dele, caso houvesse morte cerebral.

Dois dias depois, o menino foi transferido para a Santa Casa de Poços de Caldas, em Minas Gerais, e, mesmo ainda estando vivo, a central de órgãos foi acionada.

Os médicos foram acusados de não prestar atendimento adequado e de retirar os órgãos de Paulinho enquanto ele ainda estava vivo.

O pai desconfiou de que algo estava errado quando recebeu uma conta pela remoção dos órgãos quando, na verdade, esse trabalho é feito pelo SUS sem custo para as famílias.

Os órgãos de Paulinho também teriam sido transplantados para pacientes que não eram os primeiros na fila de espera. O pai do menino aponta Álvaro, médico preso agora, como líder no esquema de transplante na região de Poços de Caldas.

Segundo os advogados da família, Álvaro teria participado de procedimentos para constatar a morte encefálica da criança e ainda ter dado medicamentos para manter os rins dele funcionando até o momento do transplante.

O julgamento foi feito em 2022 e Álvaro foi condenado a 21 anos e oito meses de prisão pelo homicídio. Ele estava foragido desde então. O pai de Paulinho teve que sair do país depois de denunciar o suposto esquema de venda de órgãos. Os outros dois médicos envolvidos estão presos.

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