Médicos alertam para o alto risco à saúde de consumir estimulante conhecido como ‘melzinho do amor’

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Médicos alertam para o alto risco à saúde de consumir estimulante conhecido como ‘melzinho do amor’
D.R.

O produto não tem cadastro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)

Apesar de proibido, o estimulante conhecido como ‘melzinho do amor’ é facilmente encontrado em bancas de comércio popular e também pela Internet, mas os médicos alertam para o alto risco à saúde de quem consome este tipo de produto.

O anúncio é atraente ‘mel com estimulantes sexuais’. O consumo, muitas vezes, vem acompanhado de bebida alcoólica. O chamado ‘melzinho do amor’ tem a venda proibida no Brasil.

Recentemente a Polícia Civil de Campinas prendeu uma mulher que comercializava os sachês.

Comprar, expor à venda e comercializar caracteriza o delito. (…) A pena é de detenção de um a três anos.

Antonio Dota Júnior, delegado

O produto não tem cadastro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Análises em laboratório constataram que ele é feito de melaço de cana e estimulantes que aumentam o fluxo sanguíneo, um risco à saúde de quem consome.

Na composição dos produtos entram as substâncias Tadalafila e Sildenafila, dois estimulantes usados no tratamento de impotência sexual, mas que devem ser vendidos e consumidos somente sob prescrição médica.

O fato de consumir de forma indiscriminada faz com que tenha uma hipotensão severa, caindo os níveis de pressão arterial para quase zero e o risco disso é a morte.

Paula Carpes, toxicologista

Uma mulher conta que vende em média 20 sachês por mês. Na embalagem constam substâncias naturais, mas sem regulamentação não há controle sobre a composição do ‘melzinho do amor’.

Não há documentação alguma que comprove de fato que aquele produto funciona e, principalmente, que é um produto seguro.

Paula Carpes, toxicologista

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